Regeneração óssea guiada com membrana não reabsorvível na zona estética – Caso clínico

Comunicação oral de Casos clínicos em Implantologia autoria de Francisco Correia, Honorato Vidal, Ricardo Faria e Almeida, , e

Autores
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Francisco Correia Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto
Honorato Vidal Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto
Ricardo Faria e Almeida Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto
Candidato a prémio

INTRODUÇÃO: A colocação de um implante numa posição 3D ideal (1) obriga frequentemente a realização de uma regeneração óssea. Encontrando-se descritas na literatura diferentes técnica cirúrgica para realizar uma regeneração óssea, com taxas de sucesso e complicações associadas distintas (2) A escolha da técnica cirurgia depende não só das condições sistémicas, dos hábitos do paciente, mas também das condições locais como a quantidade/qualidade dos tecidos que dispomos (3). O caso clínico descrito demonstra como conseguimos atingir as condições ósseas e mucogengivais e ultrapassar as complicações pós-cirúrgicas, para reabilitar o dente 21 com um implante dentário.

DESCRIÇÃO DO CASO CLÍNICO: Homem de 25 anos, sem patologias sistémicas, não fumador, com história de diversos traumas dentários e tratamentos dentários prévios no dente 21. Após nova avulsão o dente 21 apresentava mobilidade e uma exposição da raiz até ao ápice. Após analise clínica e radiográfica, tendo em conta o prognostico do dente e as expectativas estéticas do paciente foi decidido extrair o dente e reabilitar com uma coroa implanto suportada. Durante 4 meses foram consecutivamente realizados diferentes desgastes na raiz do dente, com o intuito promover o crescimento dos tecidos gengivais. Ao 4 mês foi realizada a exodontia do dente e solicitada uma TAC. Ao 5º mês sobe anestesia local, realizou-se uma incisão intra-sucular de 13 a 23 com uma descarga em distal. Elevou-se o retalho em espessura total. Procedeu-se a colheita do autoenxerto do ramo da mandibula com um raspador. Adaptou-se a membrana não reabsorvível de PTFE reforçada a titânio ao defeito e fixou-se em apical vestibular com 2 taxas. Colocou-se o xenoenxerto misturado com osso autologo, fixou-se a membrana nos restante lugares e suturamos (poliamida 4.0). Aos 5,5 meses, em virtude da exposição da membrana na zona apical, realizou-se a colocação de um implante. Anestesiou-se, realizou-se uma incisão de 13 a 23 e posteriormente elevou-se o retalho em espessura total. Removeu-se a membrana e colocou-se o implante (4.3×10). Suturou-se com 4 .0 e 6.0 poliamida. Aos 4 meses realizou-se a segunda fase-cirúrgica e a colocação de uma coroa provisoria de forma a modelar os tecidos. A coroa em zircónia foi colocada ao fim de 6 meses. Ao fim de um ano e meio de seguimento o paciente apresenta-se muito satisfeito com os resultados estéticos atingidos.

CONCLUSÕES: Os desgastes da raiz possibilitou a maturação e o crescimento dos tecidos gengivais evitado a realização de cirúrgicas mucogengivais previas a colocação do implante. Mesmo tendo ocorrido uma exposição da membrana, atingiu-se tanto os resultados clínicos planeados como as expectativas do paciente. Bibliografia 1. Grunder U, Gracis S, Capelli M. Influence of the 3-D bone-to-implant relationship on esthetics. Int J Periodontics Restorative Dent. 2005;25(2):113-9. 2. Chiapasco M, Casentini P, Zaniboni M. Bone augmentation procedures in implant dentistry. Int J Oral Maxillofac Implants. 2009;24 Suppl:237-59. 3. Jepsen S, Schwarz F, Cordaro L, Derks J, Hammerle CHF, Heitz-Mayfield LJ, et al. Regeneration of alveolar ridge defects. Consensus report of group 4 of the 15th European Workshop on Periodontology on Bone Regeneration. J Clin Periodontol. 2019;46 Suppl 21:277-86. Foi obtido um consentimento informado.

 

Comunicação oral, nº 2, 09h20, Sala 1.

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