Abordagem clínica de uma fratura alveolar – caso clínico
póster de Casos clínicos em Endodontia não candidato a prémio de Flávia Cracel Nogueira, Joana Rocha, Andreia Hortênsio, Mariana Coelho Alves, Sérgio André Quaresma, António Ginjeira
Introdução: Os traumatismos alveolodentários resultam comummente em distúrbios funcionais e estéticos e consequentemente estas lesões devem ser tratadas com a maior urgência de modo a reduzir possíveis complicações associadas._x000D_
As causas mais frequentes na ocorrência de traumatismo alveolodentário em adultos são quedas, acidentes de viação e desportos de contacto._x000D_
O desconhecimento do impacto ”fator tempo” no prognóstico de traumatismos alveolodentários leva a uma demora generalizada na procura de tratamento diferenciado, e consequentemente a um prognóstico imprevisível nestes casos.
Descrição do Caso Clínico: Homem de 24 anos compareceu à consulta de urgência em consultório dentário devido a um traumatismo na face decorrido na noite anterior com mais de 12 horas de evolução, referindo embate violento de uma bola de hóquei em patins durante o treino_x000D_
Ao exame físico observou-se edema no lábio inferior de dimensões consideráveis com escoriações na face interna. Em exame clínico, foi observado um deslocamento lingual dos incisivos centrais inferiores. No exame radiográfico era visível um alargamento do espaço periapical nos dentes 31 e 41 bem como a assimetria das cristas alveolares, sugerindo a presença de fratura alveolar._x000D_
Como tal procedeu-se à redução da fratura sob anestesia local seguida de ferulização semirrígida e ajuste oclusal._x000D_
O paciente foi instruído fazer bochechos com elixir 0,12% clorohexidina e a realizar uma dieta mole e fria._x000D_
Após quatro semanas, removeu-se a férula e o paciente encontrava-se assintomático. Contudo, a resposta pulpar ao teste do frio nos dentes 3.1 e 4.1 era ligeiramente aumentada e apresentava desconforto à percussão vertical nos dentes citados._x000D_
Oito semanas após o trauma, em consulta de seguimento, o quadro clínico referente ao dente 3.1 alterou-se, apresentado este necrose pulpar com periodontite apical sintomática necessitando, como tal, de tratamento endodôntico não cirúrgico._x000D_
Aos 4 meses de seguimento, o paciente encontra-se assintomático e sem sinais clínicos que justifiquem tratamentos adicionais sendo, assim, reencaminhado para realização de protetor bucal.
Conclusões: Campanhas de sensibilização para adoção de material de proteção adequado bem como a conduta ideal em traumatismos alveolodentários são essenciais de modo a diminuir a sua incidência bem como as complicações que deles surgem.
póster nº Endodontia, 11/5/2021 ()11h00 às 12h00 no Hall dos Posters
Flávia Cracel Nogueira (Autor apresentador), Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Joana Rocha (Co-autor), Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Andreia Hortênsio (Co-autor), Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Mariana Coelho Alves (Co-autor), Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Sérgio André Quaresma (Co-autor), Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
António Ginjeira (Co-autor), Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa