Abordagem cirúrgica de uma reabsorção cervical externa – um caso clínico

póster de Casos clínicos em Endodontia não candidato a prémio de Sofia Pereira, Luís Pedro Correia, Inês Pampulha, Gonçalo Assis, Sérgio Quaresma, António Ginjeira

Autores
Não candidato a prémio

Introdução: A reabsorção cervical externa (RCE) consiste na perda de estrutura dentária como resultado da ação odontoclástica e a sua etiologia é pouco compreendida. A abordagem de uma RCE pode ser realizada de múltiplas formas, estando o seu sucesso intimamente relacionado com uma avaliação precisa da natureza e localização do defeito (S. Patel, Foschi, Condon, et al., 2018). Este trabalho teve como objetivo apresentar a resolução de um caso de reabsorção cervical externa baseada no sistema de classificação a 3 dimensões (3D) proposto por Patel et al. em 2018.
Descrição do Caso Clínico: Paciente do sexo feminino com 69 anos compareceu na consulta referenciada pelo periodontologista para avaliação e plano de tratamento de uma RCE no dente 34. Os testes de sensibilidade pulpar e periapical permitiram obter o diagnóstico: polpa normal e tecidos periapicais normais. _x000D_
Na radiografia periapical foi identificada uma RCE, pelo que foi realizado um CBCT de acordo com as recomendações da ESE. O cbct demonstrou possível envolvimento pulpar, permitindo classificá-la como 2Ap (classificação 3D de S. Patel, Foschi, Mannocci, et al., 2018) e tendo indicação para realizar tratamento endodôntico não cirúrgico (TENC) e reparação cirúrgica do defeito de reabsorção._x000D_
O caso foi realizado em 3 consultas. Na 1ª iniciou-se o TENC com recurso a microscópio, localizou-se o canal, determinou-se o comprimento de trabalho e fez-se a instrumentação mecânica. Colocou-se um cone de gutapercha sem cimento, para preencher o canal e impedir o seu possível bloqueio pelo material de preenchimento usado na cirurgia. _x000D_
Na 2ª consulta foi realizada a reparação cirúrgica da perfuração._x000D_
Após 10 dias, fez-se a remoção de sutura e conclusão do TENC. _x000D_
No follow up de 2 anos (Julho de 2021) a paciente encontra-se assintomática e sem evidência de lesão periapical.
Conclusões: A etiologia da REC é pouco conhecida e o clínico deve estar atento aos sinais clínicos e radiográficos que permitam realizar um diagnóstico diferencial com outras patologias (cárie e outro tipo de reabsorções)._x000D_
A análise a 3D com recurso a CBCT é essencial para confirmar o diagnóstico e elaborar um plano de tratamento adequado_x000D_
A localização da reabsorção, infra ou supra-óssea determina o tipo de material a utilizar para restauração do defeito.

 

póster nº Endodontia, 11/5/2021 ()11h00 às 12h00 no Hall dos Posters

 

Sofia Pereira (Autor apresentador),

Luís Pedro Correia (Co-autor),

Inês Pampulha (Co-autor),

Gonçalo Assis (Co-autor),

Sérgio Quaresma (Co-autor), Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa

António Ginjeira (Co-autor), Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa

Congresso da OMD 2021
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