Queratocisto Odontogénico
póster de Casos clínicos em Cirurgia oral não candidato a prémio de Inês Machado Falcão de Castro, Ana Isabel Moreira, Filipe Poças de Almeida Coimbra, André Sá, ,
Introdução: O queratocisto enquadra-se no grupo dos tumores odontogénicos. O pico de incidência ocorre entre a 2ª e a 3ª décadas de vida, sendo encontrado mais frequentemente na mandíbula (65-83%) e maioritariamente na zona do ângulo da mesma. _x000D_
É um tumor agressivo, podendo ocasionar dor, edema ou exsudado purulento. Pode reabsorver as corticais ósseas e comprometer estruturas anatómicas adjacentes._x000D_
Radiograficamente, este tipo de tumor apresenta-se com formato redondo ou oval, unilocular e radiolúcido ou como uma lesão multilocular radiolúcida com margens irregulares. A radiolucidez poderá estender-se ao corpo, ramo e ângulo da mandíbula. Este tumor pode causar deslocação das raízes de dentes adjacentes, mas raramente reabsorção._x000D_
Faz diagnóstico diferencial com: o quisto dentígero, o amelobastoma, o mixoma odontogénico, o tumor odontogénico adenomatóide, o fibroma ameloblástico, entre outros.
Descrição do Caso Clínico: ♀, 24 anos, sem sintomas, consulta de rotina. Observou-se na Ortopantomografia (Fig. 1) radiolucidez associada ao dente 38 com características clínicas de cisto dentígero. Foi aconselhado TAC (Fig.2) para caracterizar os limites da lesão e planear a exérese.Nos cortes da TAC observou-se que o cisto está em íntima relação com o nervo alveolar inferior e embora haja preservação das tábuas ósseas vestibular e lingual, estas são bastante finas. A lesão vai desde o corte 153 ao 178._x000D_
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DESCRIÇÃO DA CIRURGIA_x000D_
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a) Foto inicial do ramo mandibular; b) Acesso amplo à zona cirúrgica, através de incisões amplas e retalhos mucoperiósseos de espessura total; c) Osteotomia e descolamento do retalho mucoperiósseo; d) A enucleação dos cistos deve ser efetuada sem violação da cápsula, numa só peça, sem fragmentação, evitando-se, que permaneçam no local aderências, que podem originar recidivas; e) Exodontia do dente 38; f) Osteotomia periférica com uma broca esférica para eliminar restos da cápsula do cisto; g) O retalho foi reposicionado, com fecho hermético da ferida operatória, permitindo uma cicatrização por primeira intenção e impedindo a infeção secundaria. Sutura com fio de nylan 4’0; h) Número de antestubos usados; i) Medição do cisto e dente; j) Frasco com a peça histológica. k) Imagens histológica: observa-se formação cística revestida por epitélio pavimentoso estratificado paraqueratinizado compatível com queratoquisto odontogénico.
Conclusões: A cicatrização ocorreu sem problemas._x000D_
Os controlos pós-operatórios devem ser frequentes no primeiro ano. Após este período, aconselham-se controlos anuais ou bi-anuais. No caso do diagnóstico confirmado de queratocisto, os controlos deverão manter-se por pelo menos cinco anos.
póster nº Cirurgia oral, 11/5/2021 ()17h30 às 18h30 no Hall dos Posters
Inês Machado Falcão de Castro (Autor apresentador), Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto
Ana Isabel Moreira (Co-autor), Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto
Filipe Poças de Almeida Coimbra (Co-autor), Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto
André Sá (Co-autor), Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto
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