Enxerto osteomiocutâneo de perónio na reconstrução mandibular após resseção de tumor maligno – caso clínico

póster de Casos clínicos em Ortodontia candidato a prémio de Filipa Marques, Madalena Ribeiro, Arturo Lopez, Teresa Lopes, Inês Francisco, Francisco Vale

Autores
Não candidato a prémio

Introdução: Os tumores malignos na cavidade oral são o sexto mais comum, podendo apresentar diversas localizações. Em estádios iniciais e, se o tumor apresentar as dimensões ideias, o tratamento cirúrgico é a primeira opção de tratamento. Contudo, este procedimento pode implicar consequências a nível funcional e/ou estético da região oral e maxilofacial. No sentido de colmatar o defeito ósseo provocado por este procedimento, a reconstrução mandibular com recurso a retalho ósseo permite restaurar a continuidade óssea, melhorando a qualidade de vida do doente. _x000D_
A reconstrução mandibular através do enxerto do perónio vascularizado é a técnica gold standard, uma vez que o comprimento do osso é longo e, apresenta boa vascularização, boa qualidade óssea e baixa morbilidade associada ao local dador. A colheita é frequentemente de enxerto osteomiocutâneo, permitindo a reconstrução em casos de defeito a nível ósseo e tecidular, como sucede nos defeitos da mucosa gengivomandibular. Por fim, o perónio apresenta, normalmente, osso, músculo e pele suficientes para ser seccionado e modelado, permitindo melhorar o contorno facial.
Descrição do Caso Clínico: Doente do sexo feminino com 20 anos de idade, apresentou-se na consulta de Ortodontia para avaliação ortodôntica após ablação de tumor na hemimandíbula esquerda em 2015. _x000D_
Na história clínica pregressa, a doente referiu ter efetuado uma resseção de tumor maligno na mandíbula esquerda aos 8 anos em conjugação com radioterapida. Após a cicatrização, colocou-se uma placa de reconstrução que posteriormente foi removida por deiscência. Como antecedentes familiares, apresenta um avô com um tumor maligno mandibular. _x000D_
Neste sentido, a distração osteogénica não seria um procedimento viável quer pelas grandes dimensões do defeito ósseo quer pelo fato deste procedimento estar contra-indicado em casos de radioterapia. Assim, o plano de tratamento da doente consistiu na realização de um enxerto osteomiocutâneo. Após a realização do enxerto, verificou-se a estabilidade do enxerto e a estabilidade da zona recetora aos dois meses de follow-up. No entanto, este procedimento cirúrgico apresentou algumas complicações como dor pós-cirúrgica e instabilidade a nível da perna do lado dador.
Conclusões: O enxerto osteomiocutâneo de perónio é uma técnica cirúrgica viável na reconstrução mandibular de defeitos largos a nível ósseo e/ou tecidular.

 

póster nº Ortodontia, 11/4/2021 ()12h00 no Sala e-Posters

 

Filipa Marques (Autor apresentador), Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra

Madalena Ribeiro (Co-autor), Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra

Arturo Lopez (Co-autor), Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra

Teresa Lopes (Co-autor), Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra

Inês Francisco (Co-autor), Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra

Francisco Vale (Co-autor), Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra

Congresso da OMD 2021
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.