CLASSE II ESQUELÉTICA SEVERA TRATADA COM DISTRAÇÃO MANDIBULAR E CIRURGIA ORTOGNÁTICA – UM CASO CLÍNICO

póster de Casos clínicos em Ortodontia candidato a prémio de Madalena Prata Ribeiro, Filipa Marques, Anabela Paula, Catarina Nunes, Inês Francisco, Francisco Vale

Autores
Não candidato a prémio

Introdução: Um doente com Classe II esquelética pode apresentar uma retrognatia mandibular associada. Esta condição pode levar a um padrão respiratório ineficiente, mastigação sub-ótima resultante de uma oclusão desadequada e também a um perfil não satisfatório. Apesar da hipoplasia mandibular ser uma ocorrência comum, a combinação do tratamento ortodôntico e cirúrgico pode ser a terapêutica mais adequada em discrepâncias moderadas a severas. O alongamento do ramo mandibular pode ser obtido através de uma osteotomia mandibular ou, em casos mais severos, através de um dispositivo de distração. Esta intervenção permite melhorar a estética facial, função e também a qualidade de vida do paciente. O objetivo deste poster é apresentar uma abordagem ortodôntico-cirúrgica para o tratamento de uma Classe II esquelética associada a uma retrognatia mandibular severa.
Descrição do Caso Clínico: Uma doente de 23 anos apresentou-se no Instituto de Ortodontia com o intuito de corrigir a má oclusão. A doente já tinha sido submetida a tratamento ortodôntico prévio noutro centro, no entanto apresentava dificuldades a nível respiratório e de mastigação. Após uma análise detalhada do caso inicial foram sugeridas como a melhor opção terapêutica a distração mandibular e, posteriormente o tratamento ortodôntico-cirúrgico._x000D_
O tratamento foi iniciado com aparatologia fixa Roth 0,018 para nivelamento das arcadas e, posteriormente procedeu-se à colocação do dispositivo de distração mandibular que foi ativado duas voltas bilateralmente de 12 em 12 horas. No fim da distração obteve-se um alongamento de 11mm do ramo mandibular. Depois desta intervenção, o tratamento ortodôntico progrediu de forma a preparar a paciente para uma cirurgia ortognática de impactação maxilar e reposicionamento mandibular. Desta forma, houve uma melhoria significativa do ângulo ANB que passou de 16º para 4º. Apesar da melhoria a nível de tecidos moles, a melhoria do perfil convexo não foi suficiente para satisfazer as expectativas da doente, pelo que a mesma foi submetida posteriormente a uma genioplastia. Seis meses depois dos procedimentos cirúrgicos, o avanço mandibular manteve-se estável e a paciente reportou uma melhoria significativa a nível respiratório e da estética facial, proporcionando uma melhor qualidade de vida.
Conclusões: A paciente re-estabeleceu uma oclusão funcional, um padrão respiratório mais adequado, um perfil mais desejável e uma estética facial mais harmoniosa.

 

póster nº Ortodontia, 11/4/2021 ()12h50 no Sala e-Posters

 

Madalena Prata Ribeiro (Autor apresentador), Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra

Filipa Marques (Co-autor), Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra

Anabela Paula (Co-autor), Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra

Catarina Nunes (Co-autor), Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra

Inês Francisco (Co-autor), Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra

Francisco Vale (Co-autor), Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra

Congresso da OMD 2021
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