Resposta condilar à expansão maxilar em crianças com fenda lábio-palatina
póster de Investigação clínica em Ortodontia não candidato a prémio de Inês Carolina Graça, Inês Francisco, Adriana Guimarães, Francisco Caramelo, Francisco Vale,
Introdução: A fenda lábio-palatina (FLP) é a malformação anatómica congénita mais comum da região craniofacial. As características clínicas desta patologia podem levar ao desenvolvimento de más oclusões, como a mordida cruzada posterior. A presença da mordida cruzada posterior pode originar assimetrias musculares que podem promover alterações morfológicas nos côndilos mandibulares. Estas alterações, por sua vez, podem predispor o indivíduo a disfunções temporomandibulares.
Objetivos: O objetivo deste estudo foi comparar as alterações na distância intercondilar, na posição e na angulação do côndilo mandibular antes e após a expansão maxilar através de tomografias computorizadas de feixe cónico (TCFC) em doentes portadores de FLP.
Materiais e Métodos: Foram selecionados vinte e cinco indivíduos portadores de FLP que realizaram expansão maxilar (ratio masculino/feminino de 16/9). As alterações angulares e posicionais do côndilo foram avaliadas através da TCFC recorrendo ao método descrito por Vale et al e à fórmula de Pullinger&Hollender, respetivamente. Para determinar as diferenças estatisticamente significativas entre as variáveis foi realizado o teste t-Student em conjunto com o método de correção para comparações múltiplas de Benjamini-Hochberg. A concordância entre os dois momentos avaliativos foi realizada através do coeficiente iota.
Resultados: Não houve diferenças estatisticamente significativas entre a angulação e a posição condilar antes e após a expansão maxilar. A distância intercondilar tende a aumentar em indivíduos portadores de FLP em crescimento após a expansão maxilar. A concordância entre os dois momentos avaliativos foi elevada.
Conclusões: A expansão maxilar não promove alterações no posicionamento e na angulação dos côndilos mandibulares. Contudo, pode verificar-se um aumento da distância intercondilar. Desta forma, a expansão maxilar é um procedimento seguro pois, não promove alterações nem assimetrias condilares.
póster nº Ortodontia, 11/5/2021 ()09h30 às 10h30 no Hall dos Posters
Inês Carolina Graça (Autor apresentador), Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Inês Francisco (Co-autor), Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Adriana Guimarães (Co-autor), Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Francisco Caramelo (Co-autor), Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Francisco Vale (Co-autor), Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
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