Avaliação Morfométrica da Assimetria Facial em Crianças com Mordida Cruzada Unilateral
póster de Investigação clínica em Ortodontia não candidato a prémio de Joana Louro Antunes, Joana Godinho, Luís Jardim, Patricia Gomes, ,
Introdução: A mordida cruzada unilateral posterior é uma das maloclusões mais prevalentes nas fases da dentição decídua e mista inicial. Geralmente ocorre devido à presença de uma arcada maxilar estreita, que causa interferências e provoca frequentemente o desvio funcional da mandíbula em direção ao lado da mordida cruzada. A presença de desvio pode levar a assimetria esquelética mandibular devido ao crescimento diferencial dos côndilos._x000D_
Existe escassez de literatura na caracterização da assimetria facial em pacientes com mordida cruzada no período da dentição mista, o que motiva esta investigação.
Objetivos: Avaliar a assimetria facial em crianças, dos 7 aos 10 anos, com mordida cruzada_x000D_
unilateral posterior comparativamente a um grupo controlo.
Materiais e Métodos: As fotografias frontais em repouso incluídas neste estudo foram analisadas no programa Nemoceph. A amostra (n=60) foi selecionada de acordo com os critérios de inclusão e exclusão a partir de registos de pacientes de uma clínica privada de ortodontia em Lisboa. Foram constituídos dois grupos, o grupo mordida cruzada (CbG, n=30)e o grupo de controlo (CG, n=30)._x000D_
As variáveis de assimetria horizontal, vertical, angular e outras foram comparadas entre o grupo mordida cruzada e de controlo ,utilizando o teste-t student para amostras independentes. Os valores de assimetria foram considerados estatisticamente significativos quando p < 0,05.
Resultados: Neste estudo verificou-se que para a maioria das variáveis de assimetria facial, as diferenças _x000D_
entre o grupo da mordida cruzada e o controlo não foram estatisticamente significativas. As _x000D_
variáveis assimetria labial horizontal, assimetria vertical antegoníaca e assimetria angular_x000D_
antegoníaca, mostraram uma diferença estaticamente significativa entre os grupos.
Conclusões: A disparidade entre os valores de assimetria encontrados não é clinicamente relevante. São necessários mais estudos com amostras maiores incluindo diversos grupos étnicos e com uma maior faixa etária de modo a permitir comparações entre adultos e crianças.
póster nº Ortodontia, 11/5/2021 ()09h30 às 10h30 no Hall dos Posters
Joana Louro Antunes (Autor apresentador), Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Joana Godinho (Co-autor), Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Luís Jardim (Co-autor), Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Patricia Gomes (Co-autor), Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
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