Distribuição de exodontia em clínica universitária de medicina Dentária entre 2008 e 2020
póster de Investigação clínica em Cirurgia oral não candidato a prémio de José Frias Bulhosa, Ana Pinheiro Gonçalves, Helena Borja Serafim, Tania Macedo, Jorge Pereira,
Introdução: : A perda de dentes naturais é uma condição resultante da qualidade de atenção dada à saúde oral estando principalmente dependente de fatores como: literacia para a saúde, acesso a cuidados de saúde e recursos disponíveis, tendo expressões variadas na população mundial e com maior incidência nos países em desenvolvimento_x000D_
As razões pelas quais os dentes têm necessidade de serem extraídos e a análise dos fatores de risco que levam a esse tipo de procedimento médico-dentário são muito importantes para melhorar as estratégias de prevenção e promoção de saúde oral._x000D_
Numa perspectiva de estratégia de ensino universitário de cirurgia oral é importante conhecer os padrões de exodontias de forma a melhor ajustar a capacidade formativa numa fase de pré-graduação.
Objetivos: Este estudo longitudinal, retrospectivo, teve como objetivo avaliar a distribuição das determinantes relacionadas com a extração dentária numa Clínica Pedagógica de Medicina Dentária entre 2008 e 2020 e relacionar as causas com variáveis específicas; nomeadamente idade género e tipo dente.
Materiais e Métodos: Foi efetuado um estudo de coorte retrospectiva com recurso à consulta e análise dos processos clínicos da Clínica Pedagógica de Medicina Dentária entre janeiro de 2008 e dezembro de 2020. _x000D_
Para o tratamento de dados recorreu-se ao programa SPSS© v.27 utilizando técnicas de análise descritiva e de inferência adequadas, assumindo-se um nível de significância de 95%.
Resultados: A população estudada consistiu em 3126 pacientes adultos e com uma amplitude etária dos 18 aos 98 anos, aos quais foram extraídos 6999 dentes e o número total de extrações por indivíduo foi de 1 a 32 dentes; a maioria (50,2%) era género masculino e o grupo etário com ≥65 anos foi o que apresentou uma maior frequência de exodontia com 27,3%, o ano civil em que foram registadas mais exodontias foi em 2019._x000D_
A média e desvio padrão de dentes extraídos foi de 2,4±2,3 e a maior frequência (54,8%) ocorreu na maxila. O número médio de dentes extraídos foi maior em pacientes com idade igual ou superior a 65 anos (4,3±1,3) e os molares foram os dentes mais extraídos._x000D_
Os principais motivos de extração dentária foram a cárie dentária em 64%, seguida de doenças periodontais com 19,5% e motivos endodônticos com 5,8%, sendo a condição mais rara a presença de dentes supranumerários com 0,03%._x000D_
A percentagem de extração por cárie foi elevada em todos os grupos etários e a percentagem de extração por doença periodontal aumentou com o avançar da idade. _x000D_
Não se encontraram diferenças estatisticamente significativas entre género, tipo de dentes e grupos etários.
Conclusões: As principais causas de extração dentária são a cárie e a doença periodontal que é compatível com a prevalência conhecida destas doenças na população adulta portuguesa._x000D_
O conhecimento do padrão de extrações dentárias em clínicas pedagógicas auxilia na determinação de estratégias de distribuição da casuística na formação dos alunos de medicina dentária, assim como, assiste na definição de modelos de promoção de saúde oral dirigidos para alvos identificados numa população específica.
póster nº Cirurgia oral, 11/5/2021 ()09h30 às 10h30 no Hall dos Posters
José Frias Bulhosa (Co-autor), Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Ana Pinheiro Gonçalves (Co-autor), Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Helena Borja Serafim (Co-autor), Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Tania Macedo (Autor apresentador), Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Jorge Pereira (Co-autor), Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
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