Ancoragem esquelética em ortodontia com mini-implantes - revisão narrativa
Póster de revisão em ortodontia, por Veronique Sousa
Introdução: A ancoragem ortodôntica tem sido motivo de preocupação para os ortodontistas desde os primórdios da especialidade. Uma terapia ortodôntica bem sucedida, na grande maioria das vezes, depende do planeamento criterioso da ancoragem sendo este um fator determinante.
Outras formas de ancoragem existentes apesar de eficientes em muitos casos, permitem certo grau de movimentação da unidade de ancoragem ou são dependentes da colaboração do paciente.
Os mini-implantes ortodônticos estabeleceram-se como um importante método de ancoragem, de alta versatilidade de aplicação clínica, coadjuvante no tratamento ortodôntico. Surgiram como alternativa para os casos em que a ancoragem se torna fator crítico no sucesso do tratamento, eliminando, em grande parte, a necessidade de colaboração dos pacientes e tornando os resultados mais previsíveis e controlados.
Objetivos: Abordar os principais aspetos relacionados ao uso de mini-implantes em Ortodontia: características, indicações, contra-indicações, vantagens, locais de instalação, aplicações clínicas, aplicação de carga e níveis de força, complicações, índices e chaves para o sucesso.
Métodos: Realizou-se pesquisa bibliográfica entre Janeiro e Maio de 2018, nas bases de dados: Medline/Pubmed, Google Scholar e biblioteca do ISCS-N. Incluíram-se conteúdos científicos limitados cronologicamente entre 2005 e 2011.
Palavras-chave: Ancoragem, Mini-implantes, Ortodontia, Biomecânica.
Conclusões: A ancoragem esquelética proporciona um adequado controle de forças, tanto em magnitude quanto em direção. A utilização dos mini-implantes é recente na Ortodontia e tem-se mostrado extremamente promissora. Este recurso apareceu a fim de simplificar a mecânica e, em alguns casos, viabilizar a terapia, diminuindo o tempo de tratamento. As possibilidades de posicionamento e aplicações são múltiplas. Porém, devem ser estudadas com cautela a fim de se evitar erros que venham a inviabilizar a sua função ou ainda causar danos a estruturas anatómicas.
Vista esta importância, recomenda-se ao ortodontista e sua equipa a familiarização com as características, indicações, detalhes do planeamento, protocolo de instalação, aplicações clínicas, biomecânica e possíveis complicações da sua utilização. Com estes conhecimentos será possível incorporar, com confiança, os mini-implantes na prática diária, obtendo os inúmeros benefícios que podem oferecer aos profissionais e aos pacientes.