Defeitos de desenvolvimento de esmalte em dentição temporária

Póster de revisão em odontopediatria, por Maria Joana Castro e Casimiro Andrade

Autores
Maria Joana Castro Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto
Casimiro Andrade Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto
Hall dos Posters, 9 Nov., 17h30 às 19h00, poster nº 088 Não candidato a prémio

Introdução
Defeito de desenvolvimento de esmalte (D.D.E.) define-se como uma alteração consequente de uma qualquer perturbação ocorrida durante a odontogénese. O defeito pode ser quantitativo – hipoplasia, apresentado esmalte com deficit de espessura, ou qualitativo – hipomineralização, que se manifesta como uma opacidade de esmalte difusa ou desmarcada.

Objectivos
Os autores pretendem apresentar uma revisão bibliográfica sobre D.D.E. em dentição temporária, com incidência sobre prevalência, etiologia e terapêuticas recomendadas.

Métodos
Pesquisa bibliográfica realizada no Pubmed com MeSH “enamel hypoplasia”. Limites impostos: língua inglesa, francesa, espanhola e portuguesa, idades 0-5anos, 2008-2018 e resumo disponível.

Foram seleccionados 81 artigos que mencionassem qualquer D.D.E. em dentição temporária. Os critérios de exclusão empregues foram inexistência do artigo para leitura integral na biblioteca da F.M.D.U.P. e estudos que não compreendessem as idades estipuladas.

Resultados e conclusões
Os estudos demonstram uma prevalência dos D.D.E. em dentição temporária entre 3,9 e 49%. A sua etiologia prende-se com condições hereditárias ou adquiridas (sistémicas ou locais) que resultam de perturbações da amelogénese nos períodos pré-, peri- e pós-natal.

O diagnóstico precoce e terapêuticas preventivas, como selantes e agentes remineralizantes são essenciais. As terapêuticas curativas passam por materiais com capacidade de adesão a dentina e esmalte e/ou coroas metálicas pré-formadas.

Implicações clínicas
Os D.D.E. podem evidenciar um impacto significativo na saúde oral. São factores de risco de cárie e erosão dentária. Podem comprometer a estética, alterar as funções oclusais e causar hipersensibilidade. A cooperação da criança pode ser afectada por dificuldades em anestesiar e falhas repetidas de adesão do material restaurador.

Congresso da OMD 2018
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