Tratamento de uma periodontite agressiva generalizada

Póster de casos clínicos em periodontologia, por Vanessa Rocha Rodrigues, Tiago Rodrigues, Rita Lamas, Pedro Rocha e Helena Rebelo

Autores
Vanessa Rocha Rodrigues Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Tiago Rodrigues Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Rita Lamas Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Pedro Rocha Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Helena Rebelo Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Hall dos Posters, 9 Nov., 14h30 às 16h00, poster nº 071 Não candidato a prémio

Descrição do caso clínico: Paciente do sexo masculino, com 42 anos de idade, enviado à pós-graduação de Periodontologia pela consulta de higiene oral da FMDUL, com queixas de mobilidade do sector anterior do maxilar superior associado a trauma oclusal. A avaliação clínica e radiográfica, permitiu diagnosticar uma Periodontite Agressiva Generalizada (PAG). Após o ajuste das técnicas de controlo de placa bacteriana foi realizado o alisamento radicular em 2 sessões, associado a antibiótico sistémico. Na consulta de reavaliação verificou-se a indicação para tratamento cirúrgico. Posteriormente, realizar-se-á a consulta de planeamento do tratamento ortodôntico.

Discussão: Tratar a PAG é um desafio uma vez que a doença responde de forma menos previsível à terapia periodontal não cirúrgica quando comparada com os casos de Periodontite Crónica. A associação de antibiótico ao alisamento radicular poderá estar indicada mesmo sem a realização de estudo microbiológico prévio, pois não influencia a abordagem terapêutica. Adicionalmente, foi efetuada cirurgia periodontal não só para aceder e desbridar as superfícies radiculares como também para promover a arquitetura óssea compatível com um adequado controlo de placa. O doente irá iniciar o tratamento ortodôntico que permitirá eliminar o trauma e estabilizar a oclusão.

Conclusão: A PA é uma doença multifatorial que se desenvolve como resultado de interações complexas entre o hospedeiro, microorganismos específicos e o ambiente. O sucesso do tratamento está relacionado com a alteração da composição e não apenas da quantidade da microbiota subgengival. Para além disso é fundamental, eliminar fatores etiológicos secundários como o trauma oclusal.

Congresso da OMD 2018
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