Preservação de alvéolo pela técnica de “cone de gelado”

Póster de casos clínicos em periodontologia, por Ana Rita Fradinho, Inês Faria, Vanessa Rocha Rodrigues, Rita Lamas e Pedro Lopes Otão

Autores
Ana Rita Fradinho Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Inês Faria Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Vanessa Rocha Rodrigues Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Rita Lamas Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Pedro Lopes Otão Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa
Hall dos Posters, 9 Nov., 14h30 às 16h00, poster nº 070 Não candidato a prémio

Introdução e Objectivos:

A preservação do alvéolo, aquando da exodontia, consiste num procedimento que tem por objetivo minimizar a reabsorção externa do rebordo, maximizando a formação de osso intra-alveolar. Nestes três casos clínicos, foi utilizada a técnica de cone de gelado.

Descrição:

Esta técnica é utilizada em alvéolos tipo II (com tecido mole mas com a parede óssea vestibular parcialmente reduzida). Esta metodologia permite a reconstrução da deiscência da tábua óssea vestibular, favorecendo a posterior colocação de implante no local.
Depois de extraído o dente sem elevação do retalho e curetado o alvéolo, é introduzida no seu interior uma membrana reabsorvível de colagénio, cortada em forma de “cone de gelado” e disposta sobre a superfície interna da parede vestibular, estendendo-se lateral e apicalmente. O material de enxerto ósseo particulado é então introduzido no interior do alvéolo e a membrana é suturada na sua porção coronal de forma a prevenir o deslocamento ou perda do enxerto ósseo e do coágulo.

Conclusão:

O potencial benefício das técnicas de preservação alvéolar foi demonstrado, resultando significativamente em menor perda da crista óssea no sentido vertical e horizontal, contribuindo desta forma para potenciar a viabilidade da posterior colocação de implante na posição adequada.

Implicações clínicas:

Segundo a evidência disponível, podemos afirmar que a preservação do alvéolo, apesar de não impedir a reabsorção óssea pós-extração, é eficaz em minimizar a sua extensão. Esta metodologia permite a reconstrução da deiscência da tábua óssea vestibular, favorecendo uma colocação do implante mais adequada no sentido tridimensional.

Congresso da OMD 2018
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