T-Scan na avaliação de contactos oclusais no aparelho miorelaxante
Póster de casos clínicos em oclusão, por Bianca Andrada Rosca, Mónica Amorim e Inês Jorge
Descrição do caso Clínico: Paciente caucasiana de 15 anos, com sintomas de desordem temporomandibular (DTM) e com indicação para uso de aparelho miorelaxante. Confeccionou-se o aparelho em posição de relação cêntrica, com guias de desoclusão canina e anterior, tendo-se ajustado o aparelho com o auxílio do T-Scan e papel de articulação. O ajuste oclusal começou pelas localizações indicadas pelo T-Scan com contactos a aparecer em primeiro lugar, seguido dos de maior intensidade, até se obter uma distribuição uniforme dos mesmos, e guias desoclusivas anterior e canina sem interferências. A precisão de localização destes contactos, em sequência e por intensidade, permitiu um ajuste mais rápido e preciso, num menor tempo de consulta e com maior conforto do paciente. Uma semana depois da inserção do aparelho a paciente apresentou-se assintomática não sendo necessários mais ajustes.
Discussão: O ajuste de um aparelho miorelaxante é tradicionalmente realizado com base nas marcas do papel articular. No entanto, este método, apresenta algumas limitações já que não é possível obter a sequência e intensidade dos contactos. Assim, a precisão de um sensor digital, que fornece mais detalhes sobre a forma como os dentes contactam, será uma mais valia para a obtenção do esquema oclusal pretendido, essencial para correto efeito terapêutico.
Conclusão: Uma avaliação oclusal digital para guiar os ajustes do aparelho miorelaxante poderá ser uma mais valia não só a nível de tempo de consulta e facilidade de execução, como também na remissão dos sintomas de forma mais eficaz e imediata.