Laser de baixa intensidade na terapia da disfunção temporomandibular - relato de um caso clínico
Póster de casos clínicos em oclusão, por Tiago Damas de Resende, João Espírito Santo, Mariana Seabra e Luís Monteiro
Caso Clínico
Paciente do género masculino, apresenta-se a consulta, com queixas de “dor na face”. Após realização do exame clínico RDC, verificou-se a presença de dor no músculo masseter direito, no músculo pterigóideo lateral direito e pólo lateral do côndilo direito. Como diagnóstico foi proposto dor miofascial e artralgia. Como processo de tratamento foram realizadas 4 sessões de laser, a terapia de baixa intensidade, com laser de díodo, por parâmetros de 200mj e uma fluência de 10j/cm2. Após um mês da aplicação do laser, foi realizado um novo exame clínico RDC no paciente, que revelou não existir dor miofascial, nos músculos previamente afetados, bem como deixou de apresentar artralgia.
Discussão
A disfunção temporomandibular é, provavelmente, a causa mais comum de dor, de origem não-dentária na área maxilofacial. Tratamentos conservadores, em vez de agressivos e irreversíveis, são preferidos para diminuir a dor e restabelecer a função. Dentro desta filosofia a terapia com laser de baixa intensidade, apresenta-se como uma mais-valia, já que comporta baixos custos, evitando tratamentos mais invasivos, ou o uso de medicamentos. Esta opção de tratamento, tem sido usada como um agente biomodelador, capaz de promover efeitos analgésicos e anti-inflamatórios, através da indução de respostas celulares locais e sistémicas.
Conclusões
O profissional de saúde deve estar atento para este tipo de patologia, visto que só são detetadas com uma visão global da cavidade oral e uma boa anamnese. Dentro das opções terapêuticas a terapia com laser de baixa intensidade revelou-se um tratamento efetivo, permitindo o desaparecimento da dor.