Abordagem de uma reabsorção interna num tratamento endodôntico de um primeiro molar superior

Póster de casos clínicos em endodontia, por Millie Elias, Miguel Stanley, Carlos Morais, Inês Miguel e Susana Gomes

Autores
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Millie Elias Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Miguel Stanley Instituto Universitário Egas Moniz
Carlos Morais Faculdade de Ciências da Saúde Universidade Fernando Pessoa
Inês Miguel Instituto Universitário Egas Moniz
Susana Gomes Instituto Universitário Egas Moniz
Hall dos Posters, 9 Nov., 11h00 às 12h00, poster nº 048 Não candidato a prémio

A reabsorção interna é o resultado de uma patologia pulpar de natureza inflamatória, cujo processo gera uma resposta crónica do tecido pulpar. Com a evolução da doença, pode ocorrer a perfuração da parede do canal radicular, levando a uma comunicação com o periodonto. A sua etiologia é multifatorial e, regra geral, é assintomática até atingir um estágio avançado, sendo normalmente detetada através dos exames radiográficos de rotina.
Caso clínico: pretendemos apresentar o tratamento Endodôntico de um primeiro molar superior direito (16) com uma reabsorção interna na raiz palatina.
Trata-se de uma paciente saudável, sem antecedentes relevantes que veio à consulta por lhe ter aparecido uma “borbulha” na zona do palato. Após avaliação clínica e radiográfica, diagnosticámos um abcesso apical crónico do dente 16. Pela suspeita de reabsorção interna na raiz palatina realizámos o CBCT, no qual comprovámos a sua existência e extensão até os tecidos periodontais.
Avançámos com o tratamento Endodôntico, no qual recorremos ao MTA para conseguir o selamento da reabsorção. Numa segunda consulta concluímos o tratamento dos restantes canais radiculares e uma restauração em compósito.
Discussão: Optámos por proceder à obturação da reabsorção com MTA, pois de acordo com a bibliografia atual é o material de eleição para promover o seu selamento. Como desvantagem, a limitação para colocação de um espigão radicular, se algum dia for necessário.
Conclusão: Foi possível realizar o tratamento Endodôntico recorrendo ao MTA. Após 3 anos de controle podemos ver a regressão da lesão e a ausência de sinais clínicos ou radiográficos de patologia.

Congresso da OMD 2018
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