Adesão de cerâmica reforçada por leucite: revisão narrativa de estudos in vitro
Póster de revisão em materiais dentários, por Anastásia Rita, João Reis, António HS Delgado, Inês Caetano Santos e José J Mendes
Introdução: A preparação atual para adesão da cerâmica é indispensável para garantir ligação micromecânica e química. Estes passos têm como finalidade aumentar a capacidade adesiva e longevidade da restauração indireta.
Objectivos: Reportar estudos in vitro que variaram protocolo adesivo em cerâmica reforçada por leucite e identificar lacunas na evidência científica em torno deste tema.
Métodos: Foi definida uma estratégia de pesquisa na base de dados da PubMed/Medline, com os termos de pesquisa: “leucite ceramics”, “leucite reinforced”, “leucite porcelain”, “bonding”, “adhesion”, “luting”, “dental composite”, “resin composite”. Foram incluídos estudos de resistência adesiva que variavam o protocolo adesivo, ao cisalhamento e à tração, cuja amostra incluía cerâmica reforçada por leucite aderida/cimentada a resina composta, publicados após 2000. O processo de seleção seguiu o método PRISMA, tendo sido efetuado por dois revisores de forma independente.
Resultados: Após pesquisa preliminar foram encontrados 98 estudos. Destes, apenas 8 cumpriram os critérios de inclusão. A resistência adesiva por microtração foi o método predominante de teste adesivo, seguida do cisalhamento e microcisalhamento. A maioria dos estudos focou-se na variação do protocolo de condicionamento ácido e silanização.
Conclusões: O condicionamento com ácido hidrofluorídrico e silanização estão já estabelecidos na literatura como obrigatórios na adesão desta cerâmica. Variáveis como o tempo de silanização, método de secagem ou a adesão de cerâmica com resina composta flowable são algumas das lacunas identificadas na investigação.
Implicações clínicas: A preparação correta da peça de cerâmica permitirá resultados clínicos favoráveis a longo prazo. A contribuição para a normalização de uma técnica permitirá reprodutibilidade futura.