Radix entomolaris - implicações clínicas e anatómicas
Póster de casos clínicos em endodontia, por Salomé Ferreira, Laura Semide, Sofia Mendes Fernandes, Luís Corte Real e Arnaldo Sousa
Descrição de caso clinico
Paciente do sexo masculino compareceu à consulta de medicina dentária com queixas de dor espontânea na região posterior inferior esquerda. Foi diagnosticada uma pulpite irreversível no dente 36. O periodonto encontrava-se normal. Através da análise radiográfica, verificou-se a existência de uma raiz distolingual. Tendo em conta a variação anatómica, o prognóstico é reservado. O sistema de canais radiculares foi conformado com limas Protaper Gold. O protocolo final de irrigação incluiu hipoclorito de sódio 5,25%, ácido cítrico 10% e álcool a 96% vol., com ativação sónica. A obturação foi realizada com cones de guttapercha e cimento resinoso pela técnica híbrida de Tagger.
Discussão
Os molares inferiores podem apresentar raízes adicionais localizadas vestibular (Radix Paramolaris) ou lingualmente (Radix Entomolaris) à raiz distal.
O reconhecimento clinico de um Radix Entomolaris pressupõe uma avaliação rigorosa da anatomia da coroa dentária e das radiografias pré-operatórias com diferentes angulações.
Nestes casos deve ser realizada uma cavidade de acesso trapezoidal. Um acesso recto ao sistema de canais é fundamental para facilitar uma correcta desinfecção, conformação e selamento dos mesmos.
Conclusão
O médico dentista deve estar atento para a existência de variações anatómicas, nomeadamente nos molares inferiores. Este caso clinico descreve como abordar um Radix Entomolaris através de um correcto diagnóstico clinico e radiográfico, uma cavidade de acesso adequada e uma preparação do sistema de canais que promova o sucesso do tratamento endodôntico.
Palavras-chave
Radix Entomolaris; molar mandibular; variações anatómicas; cavidade de acesso trapezoidal.