Estudo epidemiológico de erosão dentária em crianças com 7 anos do Porto
Póster de investigação em dentisteria operatória, por Inês Lobo Moreira, Paulo Rui Galrão Ribeiro de Melo e Álvaro Amadeu Ferreira de Azevedo
Introdução
A erosão dentária consiste na perda progressiva de tecido dentário através da dissolução por ácidos sem envolvimento de bactérias. A prevalência está intimamente relacionada com o tipo, tempo de exposição, agente erosivo, à mineralização do tecido dentário e à composição da saliva.
Objetivos
Calcular a prevalência de desgaste dentário erosivo e risco associado, ao sexo e ao nível de educação dos cuidadores, numa amostra de crianças com 7 anos de idade do Porto.
Metodologia
Numa amostra de 916 crianças, a erosão dentária foi avaliada de acordo com o índice BEWE (Basic Erosive Wear Examination). A relação entre os fatores determinantes foi avaliada com recurso à estatística do χ2 e aplicado o respetivo teste. Foram consideradas diferenças estatisticamente significativas os valores de p<0,05.
Resultados
A taxa de prevalência foi de 15,9%. A relação entre o sexo das crianças e o risco de erosão foi 1,549 vezes maior entre as crianças do sexo masculino. A relação entre o nível de escolaridade da mãe e o risco de erosão foi 2,558 vezes maior entre as crianças com mães com baixa escolaridade. De igual forma, a relação entre o nível de escolaridade do pai e o risco de erosão foi 2,420 vezes maior entre as crianças com pais com mais baixa escolaridade.
Conclusão
A taxa de prevalência de erosão nesta idade está dentro dos valores aceitáveis. Os rapazes apresentam maior risco de doença que as meninas. Os filhos de pais e mães com menores níveis de escolaridade apresentaram maior risco de doença.