Estudo epidemiológico de erosão dentária em crianças com 7 anos do Porto

Póster de investigação em dentisteria operatória, por Inês Lobo Moreira, Paulo Rui Galrão Ribeiro de Melo e Álvaro Amadeu Ferreira de Azevedo

Autores
Inês Lobo Moreira Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto
Paulo Rui Galrão Ribeiro de Melo Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto
Álvaro Amadeu Ferreira de Azevedo Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto
Hall dos Posters, 9 Nov., 09h00 às 10h30, poster nº 032 Não candidato a prémio

Introdução
A erosão dentária consiste na perda progressiva de tecido dentário através da dissolução por ácidos sem envolvimento de bactérias. A prevalência está intimamente relacionada com o tipo, tempo de exposição, agente erosivo, à mineralização do tecido dentário e à composição da saliva.
Objetivos
Calcular a prevalência de desgaste dentário erosivo e risco associado, ao sexo e ao nível de educação dos cuidadores, numa amostra de crianças com 7 anos de idade do Porto.
Metodologia
Numa amostra de 916 crianças, a erosão dentária foi avaliada de acordo com o índice BEWE (Basic Erosive Wear Examination). A relação entre os fatores determinantes foi avaliada com recurso à estatística do χ2 e aplicado o respetivo teste. Foram consideradas diferenças estatisticamente significativas os valores de p<0,05.
Resultados
A taxa de prevalência foi de 15,9%. A relação entre o sexo das crianças e o risco de erosão foi 1,549 vezes maior entre as crianças do sexo masculino. A relação entre o nível de escolaridade da mãe e o risco de erosão foi 2,558 vezes maior entre as crianças com mães com baixa escolaridade. De igual forma, a relação entre o nível de escolaridade do pai e o risco de erosão foi 2,420 vezes maior entre as crianças com pais com mais baixa escolaridade.
Conclusão
A taxa de prevalência de erosão nesta idade está dentro dos valores aceitáveis. Os rapazes apresentam maior risco de doença que as meninas. Os filhos de pais e mães com menores níveis de escolaridade apresentaram maior risco de doença.

Congresso da OMD 2018
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