Diabéticos com bomba de insulina: efeito de dois colutórios nas bactérias orais

Póster de investigação em cariologia, por Ana Sofia Coelho, Anabela Paula, Mário Jorge Silva, Maria Filomena Botelho e Eunice Carrilho

Autores
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Ana Sofia Coelho Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Anabela Paula Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Mário Jorge Silva Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto
Maria Filomena Botelho Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Eunice Carrilho Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Sala e-Posters, 08/11/2018, 09h30, poster nº 001 Candidato a prémio

Introdução: A utilização de um agente químico, com capacidade de diminuir a carga bacteriana, apresenta-se como uma estratégia de prevenção plausível para doentes com risco de desenvolvimento de cáries.

Objetivos: Avaliar o efeito de um colutório de clorohexidina e de um enzimático na carga bacteriana oral de doentes diabéticos com bomba de insulina.

Materiais e métodos: Foram incluídos 60 doentes com diabetes tipo 1 com bomba de insulina. Foi realizada a colheita de saliva e biofilme dentário. Constituíram-se 3 grupos: 1 – terapêutica com colutório enzimático; 2 – terapêutica com colutório de clorohexidina; 3 – Controlo negativo. Trinta dias depois foi feita nova recolha de amostras. Realizou-se a quantificação de bactérias totais, Streptococcus spp. e Lactobacillus spp. por qPCR. Assumiu-se um nível de significância de 5%.

Resultados: Não foram encontradas diferenças com significado estatístico relativamente às amostras colhidas antes e após atribuição de grupos.

Discussão: Os resultados estão de acordo com os autores que estudaram as alterações da saliva promovidas por produtos enzimáticos. Embora existam estudos que encontram resultados positivos quanto à utilização da clorohexidina como agente anticariogénico, a variabilidade metodológica e o risco de enviesamento são um obstáculo à comparação de resultados.

Conclusões: Não foram identificadas diferenças na saliva e no biofilme dentário após a utilização de um colutório enzimático ou de clorohexidina.

Implicações clínicas: O colutório enzimático não deverá ser aconselhado como agente anticariogénico. A utilização de clorohexidina como agente anticariogénico deve ser ponderada, uma vez que a evidência científica sobre os benefícios é limitada.

Congresso da OMD 2018
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