16 de setembro 2013

20:00 às 22:00

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Resumo

Nos últimos 20 anos a Medicina-Dentária viveu uma evolução sem precedentes. A Endodontia e a Implantologia são bons exemplos deste facto. No entanto, perante uma lesão inflamatória de origem endodôntica de maior ou menor dimensão e/ou complexidade, o clínico é “levado” frequentemente para a extracção precoce, não pensada de peças dentárias, que pode levar a reabsorções marcadas do osso alveolar, podendo comprometer ou complicar a colocação de um ou mais implantes.

De facto, vivemos actualmente uma época marcada pela extracção fácil e por uma implantologia, muitas vezes, “implacável” em que o factor económico misturado com muita “contra-informação” leva, frequentemente, a decisões clínicas erradas e consequentemente lesivas para os nossos pacientes.

Assim, a introdução de novas técnicas, conceitos e instrumentos a par do microscópio clínico e posteriormente do MTA revolucionou os tratamentos endodônticos abrindo novas possibilidades e perspectivas, sendo a sua taxa de sucesso, actualmente, comparável à da implantologia.

Por este motivo em muitas situações o caminho não é linear e o envolvimento do paciente na decisão final torna-se mandatório. No entanto, esta evolução tecnológica não foi acompanhada por um similar progresso na área do diagnóstico. De facto, excluindo a introdução da tomografia de feixe cónico (CBCT) que muito nos pode ajudar em algumas situações, este campo da Endodontia continua a ser em muitas situações difícil.

Por exemplo, o diagnóstico de dor pulpar continua, em muitas situações, a depender de testes de sensibilidade térmica e/ou eléctricos que nos poderão induzir em actos terapêuticos errados, sobretudo quando utilizados por clínicos com menor experiência.

400px-caso1Assim, na primeira parte do curso, após uma pequena abordagem da etiologia e evolução da doença pulpar e da discussão de como realizar um correcto diagnóstico em Endodontia, serão apresentados vários casos clínicos que ajudarão os colegas a compreender melhor esta tarefa por vezes tão difícil.

Na segunda metade, para além de indicações absolutas e relativas de extracção, serão apresentadas linhas de orientação que ajudarão o médico dentista a planear melhor várias situações clínicas.

Assim, serão apresentados diversos casos clínicos, através de slides e vídeos, que ajudarão a compreender os limites e os novos horizontes da Endodontia clínica actual, convencional e cirúrgica, numa tentativa de evitar tanto a extracção precoce (e eventual substituição por implantes) como a manutenção “forçada” de peças dentárias.

 

200x200-pedro-cruzPedro Cruz

  • Médico Dentista pela FMDUL (1988).
  • Mestrado Integrado pela FMDUL (2010).
  • Assistente convidado de Endodontia na FMDUL.
  • Pioneiro, em Portugal, na utilização do Sistema B (1994) e do Microscópio Clínico (1995) a nível cirúrgico e não cirúrgico, em Endodontia.
  • Aluno visitante da Universidade de Pennsylvania (Faculty of Philadelphia) em 1995.
  • Membro da Associação Americana de Endodontia (AAE).
  • Prática Clínica exclusiva em Endodontia e Implantologia (fase cirúrgica).
  • Coordenador do Curso teórico prático “Endodontia Clínica” leccionado na Clínica Pedro Cruz (Lisboa) e na Visage (Viseu).

 

Consultar mapa com a localização da entrada para o Estádio Municipal de Leiria (PDF).

Curso ministrado por

Pedro Cruz

Ordem dos Médicos Dentistas
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